"Os pais somente podem dar bons conselhos e indicar bons caminhos, mas a formação final do caráter de

uma pessoa está em suas próprias mãos".

26 outubro 2012

 
 
 
Tenho vontade de jogar o telefone na parede, ou esconder ele debaixo do travesseiro. Só pra não ficar encarando esperando você ligar. Me irrita extremamente o modo como você me deixa de lado. Como se eu fosse só alguma coisa na sua vida, tipo assim… Nada demais. Aí eu penso em desistir de você. E é ai que você liga. E pede desculpas, me chama de chata, diz que adora meu jeito mimado e enjoado. Você inventa mil coisas, e eu tropeço em todas elas. Prefiro fingir que não conheço você, prefiro fingir que acredito que você vá mudar. Você sempre volta porque sabe que o que a gente tem, você não encontra em qualquer lugar. Você não encontra em qualquer menina. Não que eu vá entrar naquele clichê “Stubb, eu sou unica. Você nunca vai encontrar uma como eu.” Mas vai ser difícil você achar alguém que te ature e que te suporte como eu. Porque mesmo depois de todas as tuas idiotices e burradas, eu ainda espero qualquer sinalzinho seu. E o pior é que eu sei que uma hora você liga. Liga de madrugada, bêbado, pedindo desculpas e dizendo que sente a minha falta. E aí lá vamos nós de novo. Porque, ainda que você queira, você não cansa. E eu, ainda que queira, não enjoo.
 
 
 

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