"Os pais somente podem dar bons conselhos e indicar bons caminhos, mas a formação final do caráter de

uma pessoa está em suas próprias mãos".

30 setembro 2011



Acho que estou precisando correr riscos, tomar decisões, sei lá. Às vezes me sinto perdida, sem saber se devo ir adiante ou voltar atrás e recomeçar as coisas desde aquele princípio: “era uma vez...”. A única coisa que sei é de que preciso de tempo. Tempo para pensar em mim, na minha vida, no que fazer. Um tempo só para mim.
Tenho muita saudade daqueles dias de liberdade, de toda aquela infantilidade, da inocência, das brincadeiras, das saídas, das criancices, dos compromissos de última hora, das noites de pijama e dos filmes com pipoca e brigadeiro depois dos trabalhos naquelas tardes com os melhores amigos. Eu sinto falta de tudo isso e de muito mais.
Muitas vezes não me reconheço. Pareço estar lidando com uma pessoa estranha, uma pessoa que não gostaria de ser, uma pessoa que nunca seria eu. As coisas que antes me preocupavam, hoje não fazem tanto sentido, porque hoje, tenho outras coisas para me preocupar e que talvez, eu não gostaria de tê-las como responsabilidades minhas.
Eu posso explicar: pense como se você estivesse sendo obrigado pela vida, a ser uma pessoa que você não quer ser, a tomar atitudes que você não gostaria de tomar, atitudes que não são suas, atitudes que você nunca teria, responsabilidades e compromissos que você não quer, mas que simplesmente, você tem que ter.
Na verdade, eu me reconheço naquelas idiotices, naquelas risadas por coisas que não tinham nada a ver. Reconheço-me no meu passado. A pessoa que eu sou hoje não é quem eu era, ou, pelo menos, quem eu queria continuar sendo.

Bárbara Eliote.

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