Há momentos muito confusos em nossas vidas. Nesse dia, ela estava assim: embaraçada, sem conseguir entender o mundo e, no mais, as pessoas.
Ela não conseguia compreender como alguém de uma hora pra outra, sem mais, sai da vida de outro alguém simplesmente em questão de segundos, escolhas. Não que seja apenas um alguém. Foram vários: amigos queridos, pessoas importantes. Ela olhava para trás, (re) via fotos e (re) lembrava de momentos inesquecíveis, os quais passou com pessoas que pra ela, eram o seu segundo eu. Mas... e agora? Ela caiu em si: nenhum deles estava com ela. Eram pessoas que ela compartilhava tudo, daqueles que você liga até cinco horas da manhã querendo contar se teve um sonho bom ou ruim. Gente de confiança, AMIGO DE VERDADE! Ao menos, naquele tempo, era o que ela pensava. Mas hoje, ela se pergunta: “Amigo de verdade algum dia, tem mesmo que nos deixar?” Não no ponto de vista dela. Esta acreditava que amizades poderiam sim durar a vida inteira. Ela entendia que o tempo, a cada ano que passa, ficava mais e mais curto e, ninguém tem a mesma disponibilidade que tinha antigamente, mas o que não entrava em sua cabeça, é o porquê de as pessoas desistirem tão facilmente umas das outras e deixarem de se importar talvez por pensar: “Ah, ela que venha me procurar!” A resposta? Não. Claro, ela compreendia toda essa questão de orgulho, mas não nessas horas, não por um amigo.
Talvez ela ainda não tenha aprendido a escolher seus amigos, porque amigo mesmo, não abandona. Não tem desculpa de tempo, distância, escola, trabalho ou toda essa baboseira. Amigo se importa, liga, acredita, encoraja e, mesmo que não esteja tão presente, é aquela pessoa que ainda longe, quando você conversar, perceberás que nada mudou, que a intimidade é a mesma, que se encaixam, se completam e, depois, vai bater aquela saudade e vontade de quere-lo sempre por perto, você vai dizer que ele tava fazendo te falta e como é a sua vida longe dele. Por um momento, ficarão um pouco tristes ao (re) lembrar de como as coisas eram antes e, essa é à hora em que se abraçariam e tudo voltaria ao normal. Ao menos, é isso o que ela queria. Nem que fosse somente num sonho, era o que acreditava.
Bárbara Eliote.
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