"Os pais somente podem dar bons conselhos e indicar bons caminhos, mas a formação final do caráter de

uma pessoa está em suas próprias mãos".

09 fevereiro 2011


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Ela nunca lhe negou seu ciúme. Ela desabafava com ele e o contava tudo que acontecera com ela durante cada instante do seu dia. Ele a ouvia atentamente, prestando atenção em cada detalhe, tal como ela. Ela tinha grande vontade de que ele fosse assim também, mas aceitava a diferente criação e personalidade de cada um.
Em julho de 2010, ela tornou lhe pedir um tempo. Dessa vez mais longo, pois precisava colocar as coisas e as pessoas no lugar e não sabia como fazer. Ele a deu um pouco mais de um mês para que ela pudesse pensar e, durante esse tempo, ela chorou muito, mas ficou feliz ao término de seu prazo pois percebeu que não conseguiria mais ficar sem ele por perto.
Como todo casal, passaram por momentos ruins, apesar de quase não brigarem. Passaram por lutas, raiva, dor, dificuldades, mas coisas estas que só fortalecem o relacionamento e fizeram com que aprendessem muito sobre eles.
Em outubro de 2010, fizeram uma viajem à Belo Horizonte. Era a segunda viajem que fizeram juntos, pois a primeiro fora em fevereiro, no carnaval, aonde foram por todos os anos a praia e onde passaram momentos maravilhosos juntos. Inesquecível.
25 de outubro de 2010. Eles fizeram um ano de namoro. Passaram na casa dela, pois chovera no dia. Uma pequena falta de sorte, mas momento importante e marcante na vida dos dois. Trocaram seus presentes e ficaram lindos momentos juntos.
A cada dia se tornava impossível passarem longe um do outro. Ela precisava dele todos os dias. Era como o próprio ar. Ela precisava ter a certeza de que ele sempre estaria com ela, tal como ele também precisava dela para ser feliz e construir seu futuro e sua família.
Eles conversavam sobre tudo. Seu futuro, sobre os trabalhos que teriam, seu casamento, sua casa e seus filhos. Já sabia que nome os daria e como os criariam. Acreditavam fielmente e rigorosamente que tudo que falavam se tornaria realidade e então, viveriam felizes para sempre, exatamente do jeitinho que eles sempre sonharam viver. Um ao lado do outro em cada segundo dos seus dias até que, em uma estrada dessas qualquer em algum dia, o amor deles os permitisse que a morte os levasse juntos, pois não suportariam a vida sem que um dos dois corações: Bárbara e Felipe, que um dia se uniram em apenas um, parassem de bater em simultaneidade. 

Bárbara Eliote.

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