"Os pais somente podem dar bons conselhos e indicar bons caminhos, mas a formação final do caráter de

uma pessoa está em suas próprias mãos".

22 janeiro 2011





Hoje eu parei pra analisar minha própria vida. Percebi o quando eu posso ser forte. O quanto eu sou forte, quando eu quero ser.  Deus nos deu um dom maravilhoso. O dom de controlar nossos sentimentos, nossas emoções. O dom de ser forte, quando é necessário ser. Ou talvez não.  Não existe dom melhor que ele. Quantas vezes estamos explodindo de raiva, de dor e parecemos tão calmos diante dos outros? Quantas vezes tivemos vontade de chorar em meio uma situação e seguramos até chegar em casa pra colocar pra fora? Ficamos impenetravelmente duros, como pedras. Fortes. Seguros. Controladores de nós mesmos. Conseguimos disfarçar extraordinariamente bem nossas vontades e o que nosso próprio corpo nos pede. É tão assustador e ao mesmo tempo incrível. É como se controlássemos nosso próprio cérebro. Afinal, ele conduz nossas atitudes, cada passo. Perfeito. Bons eu diria nisso. Talvez eu possa chamar de disfarce afinal, é o que fazemos. Escondemos-nos atrás de nós mesmos. Mentimos e enganamos nosso próprio eu. – Calma coração, vai passar. Não se magoe, não chore, não se lamente nem se irrite coração, vai passar. Espera só mais um pouco. - E é assim, que fazemos nós mesmos nos sentirmos bem, seguros. É assim que dizemos estarmos felizes. Apesar de que sempre tem uma exceção pra tudo. A vida também é feita assim. De exceções. Talvez hoje não aguentamos e, por um instante, por questão de segundos, não conseguimos nos conter e as lágrimas rolam sem sequer pedir permissão. De repende. Não mais que de repente as lágrimas rolam, sem ao menos percebermos ou esperarmos por elas.


Bárbara Eliote.

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